segunda-feira, 25 de abril de 2011

Domingo de Páscoa.



Encerrando a Semana Santa em Bicas, foi celebrada na noite de domingo a Santa Missa de Páscoa na Igreja Matriz presidida pelo nosso pároco, Pe. Cássio Barbosa de Castro, em uma celebração marcada por belos momentos como a Benção com o Santíssimo Sacramento, Coroação a Nossa Senhora pela catequese, encerrando com a Procissão do Triunfo pela Praça São José.
O Período Pascal, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, dura 50 dias e encerra-se com a festa de Pentecostes que, neste ano, será comemorada no dia 12 de junho.

Fotos: Amarildo Mayrink















domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa, vida nova em Cristo.



Ao terceiro dia após a morte de Cristo, os discípulos encontraram os sinais da ressurreição, vendo o túmulo vazio, os lençóis que envolveram o corpo do crucificado e o sudário dobrado à parte. Os relatos evangélicos variam ao descreverem os fatos, mas não se contradizem, antes se completam. Os quatro evangelistas são unânimes em afirmar que Cristo ressuscitou e que as primeiras pessoas a chegarem ao túmulo vazio foram algumas mulheres, entre elas Madalena. (cf. Mt 28, Mc 16, Lc 24, Jo 20). São João apresenta maiores detalhes a respeito do diálogo de Madalena com o Ressuscitado. Ao vê-lo, exclama com emoção: Robbuni, que quer dizer Mestre. O alvissareiro anúncio primeiro vai a Pedro, chefe dos Apóstolos e ao discípulo amado, depois aos onze, depois aos demais discípulos. Naquele mesmo dia, à tarde, os discípulos reunidos em certa casa, possivelmente o Cenáculo onde Jesus instituiu a Eucaristia, O viram em corpo glorioso e falaram com Ele. É também João que relata o episódio do incrédulo Tomé, que não estava ali no primeiro dia e que esteve com o Senhor redivivo, oito dias depois, e pôde tocar as suas chagas. Prostrando-se, reza humildemente: Meu Senhor e meu Deus! (Jo.20,28)
Entre tantas outras manifestações, talvez a experiência mais bela da ressurreição do Senhor, tenha sido a dos discípulos de Emaús, narrada pelo Evangelho de Lucas
(Lc.24,13-35). Tristes pela morte, decepcionados pela tragédia, desesperançosos pela solidão, voltavam para casa. Mas eis que um estranho peregrino se põe a caminhar com eles e lhes aquece o coração quando fala. Ao chegarem às proximidades de casa, convidam-no à hospedagem e recebem a extraordinária revelação: ao partir o pão, ao fazer a oração, não puderam ter dúvida de que se tratava do mesmo gesto, da mesma forma de orar, afinal da mesma pessoa que, às vésperas da morte havia celebrado a Páscoa com seus discípulos e instituído a Eucaristia, sacramento da nova e eterna aliança.
Na beleza da literatura lucana, podemos perceber neste relato, além da descrição dos fatos, um maravilhoso simbolismo. Ali estão presentes, por exemplo,  os contrastes entre “escuridão” e “claridade”, pois ao chegarem em casa disseram os discípulos ao Peregrino: Fica conosco porque já é tarde e o dia já declina. (Lc.24, 29) Mas ao gesto do pão à mesa, seus olhos se abriram (Lc, 24,31). Antes estavam  obscurecidos pela incredulidade, por um olhar frio e secularista que os prendia somente à degradação da morte, agora estão no lume da fé que lhes revela a verdade sobre a vida e sobre todas as coisas. Onde está tua vitória, ó morte!Onde está o teu aguilhão? exclamará mais tarde Paulo aos Coríntios. (cf.1Cor.15,55) O retorno dos discípulos pressurosos e alegres é a imagem do fiel seguidor de Jesus e de toda a sua Igreja que estão sempre, como missionários, anunciando à semelhança de Pedro: Cristo ressuscitou e disto nós somos testemunhas. (cf. At.2,32)
Ficarão para sempre impressas as palavras de João Paulo II: Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, esse acontecimento central da salvação torna-se realmente presente e com ele se realiza também a obra de nossa redenção.  Esse sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou para o Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos, como se a ele tivéssemos estado presentes. O que poderia mais Jesus ter feito por nós? (EE)
Cristo, pela sua morte, entregou-se à condição humana e pela sua ressurreição nos dá a possibilidade de participar de sua condição divina, no prisma da santidade e do amor, o que acontece já nesta vida, mas que culminará em plenitude na eternidade, a perene festa pascal.
Feliz e Santa Páscoa!

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora


sábado, 23 de abril de 2011

Paixão de Cristo.



Dando prosseguimento às celebrações da Semana Santa em Bicas, a Paróquia São José realizou na Sexta-feira da Paixão o Descendimento da Cruz nas escadarias da Igreja de Santo Antônio, que aconteceu às 20h e foi presidido por nosso pároco, Pe. Cássio Barbosa de Castro, com a participação e encenação da catequese paroquial e da pastoral da juventude acompanhados pelo Coral Luz Divina. Os fiéis lotaram as imediações e escadarias da Igreja de Santo Antônio para presenciar a encenação do descendimento da cruz, um dos momentos mais emocionantes e especiais da Semana Santa. Após o descendimento da cruz, as imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores seguiram em grandoisa procissão pelas principais ruas da cidade com destino à Igreja Matriz São José.